Revista Tobillo y Pie | Vol. 01 – No. 01

Artigos Científicos publicados na edição Volume 01, Número 01. Faça o download da edição completa.

 

Estudio biomecánico de las estructuras anatómicas que restringen la luxación de la segunda articutación metatarsofalángica y su reparación

Alcácer Miguel¹, Gaytán Mariano¹
¹ Departamento de Cirugía de Tobillo y Pie – Centro Depetris de Ortopedia y Traumatología Rosario. Santa Fe, Argentina.
Resumo: O objetivo deste trabalho é quantificar e comparar as forças que restringem a luxação metatarsofalângica e demonstrar a importância da reparação da anatomia em estágios iniciais.
Material e Métodos: Foram estudadas 15 peças cadavéricas frescas de pés de adultos sem patologia vascular. Em todas as peças se realizou a desarticulação da primeira e terceira articulações metatarsofalângicas e a dissecção das estruturas ligamentares laterais e placa plantar do segundo dedo. Aplicou-se tração vertical à falange com carga de 2N, medida com uma máquina universal para ensaios (shimadzu, modelo AG 100kng). As peças foram divididas em:
Grupo A: grupo controle (3 peças).
Grupo B: secção dos ligamentos laterais da articulação metatarsofalângica do segundo dedo (3 peças).
Grupo C: secção da placa plantar da articulação metatarsofalângica do segundo dedo (3 peças).
Grupo D: secção de ambas as estruturas (3 peças).
Grupo E: reparação com transferência do flexor para o extensor (3 peças).|\
Resultados: A força requerida para Iuxar a articulação foi menor no grupo B comparado ao c, notavelmente menor no grupo D e similar entre o grupo controle e grupo E.
Conclusões: O estudo permitiu quantificar e comparar a estabilidade intrínseca metatarsofalângica e constatar os resultados com a reparação, concluindo que os ligamentos laterais e placa plantar são importantes estabilizadores frente a luxação.

 

Cirurgia profilática no pé diabético: alongamento percutâneo do tendão calcaneano

Fábio Batista¹, Antonio Augusto Magalhães², Caio Nery³, Augusto César Monteiro4, Silvía Kobata5
Setor de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé – Lar Escola São Francisco; Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina; Colaboração da Clínica de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Dr. Cármino Caricchio.
¹ Key Opinion Leader on Latin-America Advanced Wound Care Panel e Chefe do Ambulatório de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé do DOT-UNIFESP – Escola Paulista de Medicina.
² Doutor e integrante do Setor de Medicina e Cirurgia do Pé do DOT-UNIFESP – Escola Paulista de Medicina.
³ Prof. Associado-Livre Docente do DOT-UNIFESP – Escola Paulista de Medicina.
4 Ex-Chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Dr. Cármino Caricchio.
5 R4 do Grupo de Medicina e Cirurgia do Pé do DOT-UNIFESP – Escola Paulista de Medicina.
Resumo
Introdução: O Diabetes Mellitus e uma doença sistêmica, que acomete cerca de 110 milhões de pessoas em todo o mundo. Suas complicações são, atualmente, as principais indicações de hospitalização e a principal causa de amputação não traumática da extremidade inferior. Alguns trabalhos demonstram a necessidade de internação em até 32% dos pacientes com úlceras plantares. Estes apresentam, inclusive, risco 15% maior de mortalidade.Os principais fatores de risco para a ocorrência da úlcera, infecção e ameaça da extremidade, estão bem determinados, sendo a neuropatia periférica e as deformidades fixas não corrigidas como os mais importantes.
Metodologia: Foram analisados 300 pacientes, no período de 2000 a 2006, provenientes do ambulatório de pé insensível do Setor de Medicina e Cirurgia do Pé / Lar Escola São Francisco – UNIFESP e da Clínica de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Dr. Cármino Caricchio. Destes, 12 pacientes foram selecionados a serem submetidos a tratamento cirúrgico profilático do pé
diabético por meio de alongamento fracionado percutâneo unilateral do tendão calcaneano.
Resultados. Como resultados, 91,3% dos pacientes operados se mantiveram sem lesões durante o seguimento e referiram melhora significativa na qualidade de vida e função da extremidade.
Conclusão. Conclui-se que a cirurgia profilática do pé diabético é fundamental na clínica de tratamento avançado do pé diabético e visa prevenir e minimizar as complicações podais nestes indivíduos.

 

Ruptura de tendón de aquiles. Experiencia con técnica abierta y sutura mínima

Sergio A. Fernández C.¹, Nicolás Fontecilla C.², Hugo L. Azócar¹
¹ Médico Traumatólogo, Unidad de Ortopedia y Traumatología, CIínica Santa Maria.
² Médico General. Tratante en Asociación Chilena de Seguridad. Santiago de Chile, Chile.
Resumo: O tratamento cirúrgico da ruptura do tendão de Aquiles apresenta entre suas vantagens, um menor índice de re-ruptura e uma reabilitação mais precoce. Por outro lado, lhe é atribuído
maior índice de complicações inerentes à cirurgia. Neste trabalho serão revisados os registros clínicos de 28 pacientes operados pela técnica aberta e sutura mínima do tendão de Aquiles, entre novembro de 2002 e maio de 2006. Se realizou a avaliação telefônica de 19 pacientes e, posteriormente, 9 deles foram avaliados clínicamente.
O objetivo deste trabalho foi o de avaliar os resultados funcionais, presença de complicações, função clínica, retorno ao trabalho, retorno ao desporto, indicação de reabilitação e
satisfação global do paciente.
Nos resultados destaca-se a ausência de complicações da ferida operatória, o rápido retorno ao trabalho, a recuperação funcional para atividades da vida diária e a satisfação global
em 95% dos pacientes avaliados.

 

Avaliação baropodométrica da influência dos saltos altos em mulheres normais

Cibele Réssio¹, Caio Nery², Raúl Gonzáles Lima³
Trabalho realizado no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina e Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade de São Paulo – USP.
¹ Mestre em Ortopedia e Traumatologia – integrante do Setor de Medicina e Cirurgia do Pé da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina.
² Professor Adjunto-Livre Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina. Chefe do Setor de Medicina e Cirurgia do Pé.
³ Professor Doutor em Engenharia Mecânica pela Faculdade Politécnica – USP.
Resumo: Os autores estudaram o efeito dos saltos altos, em dez indivíduos normais do sexo feminino, em quatro alturas de saltos: S0 (Descalço), S1(3,0cm), S2 (6,0cm) e S3 (9,6cm), 400 passos, quanto à distribuição do pico de pressão máxima, impulso vertical, análise temporal do passo, velocidade e localização do baricentro (COP, utilizando o baropodômetro F-Scan, (Tekscan, Boston, MA). Para esse fim, foram confeccionados calçados de fôrma e material idênticos.
A análise dos resultados demonstrou que os picos de pressão máxima na planta dos pés é reduzida com o uso de calçados. A análise isolada dos níveis pressóricos nas plantas dos pés não constitui método seguro para determinaçãode “condição de risco” para integridade dos pés.
Com a utilização dos saltos altos, aumentou a concentração dos picos de pressão máxima na região do hálux e sob a cabeça do I metatársico e a duração total do passo, principalmente em virtude da hiperatividade do mediopé,enquanto a fração do retropé se reduz e a do antepé não se altera. O uso de calçados de saltos altos, determinou o aumento do impulso vertical na planta dos pés e com a elevação dos saltos ocorreu a redução da velocidade de deslocamento do COP na região do mediopé acompanhada de aumento da velocidade do COP no retropé. A velocidade do COP no antepé, independente da altura do salto, se manteve constante. O aumento na altura dos saltos determinou a “centralização” e “retificação” da trajetória do baricentro na planta dos pés.

 

Neuroma de Morton neurectomía por vía dorsal

Daniel Niño Gomez¹, Diego Yearson¹, Nicolás Monsalve¹, Roque Polito¹
¹ Equipo de Cirugía de Pierna, Tobillo y Pie – Buenos Aires (E.P.T.P.).
Resumo: Introdução: Neuroma de Morton é uma patologia incapacitante cujo motivo de consulta mais frequente é a dor. Afeta majoritariamente o 3º espaço intermetatarsiano. Objetivo deste estudo é a avaliação pos-cirúrgica da neurectomia no tratamento do neuroma de Morton, como um método simples, eficaz e de rápida recuperação.
Material e método: Analisamos retrospectivamente 49 pacientes que foram submetidos a cirurgia, consistente na neurectomia a céu aberto. Foram avaliadas 40 mulheres e 9 homens, um com patologia bilateral. A idade média foi de 52 anos. A consulta mais frequente foi de dor no espaço intermetatarsiano correspondente e , com menos frequência, dor e parestesias digitais.  O diagnóstico é clínico. Foi realizada uma ecografia pre-operatória em todos os pacientes avaliados como estudo complementar de diagnóstico. 26 dos 49 pacientes foram infiltrados previamente na cirurgia. Todos os pacientes tiveram confirmação a natomopatológica da patologia.
Resultados: Score AOFAS pré-operatório obteve uma média de 45 pontos. Score médio obtido no préoperatório foi de 94,16. 96% dos pacientes não tiveram dor no pós-operatório ou esta foi leve e ocasional. O Score médio obtido foi de 36 pontos sobre os 40 pontos destinados à dor. Em relação à função do pé, o Score médio obtido foi de 41,3 sobre 45 possíveis. 96% dos pacientes não tiveram limitação a atividade ou esta foi menor. 77% usa qualquer tipo de calçado sem nenhuma restrição, e 23% manteve certas dificuldades. Foi o item que de alguma maneira condicionou o resultado doScore. A restituição da atividade media foi de 9,4 sobre 10
pontos possíveis. A maioria não teve calosidades, que só estiveram presentes em 8 pés dos 50 operados.
Conclusões: É mais frequente em mulheres e no 3º espaço intermetatarsiano, a clínica é suficiente para o diagnóstico e a ecografia orienta a conduta terapêutica, e a via dorsal é
efetiva e de baixo risco.

 

Lesión osteocondral de astrágalo

Daniel Niño Gomez¹, Pablo Maggi¹, Guillermo Arrondo¹, Santiago Eslava¹
¹ Equipo de Cirugía de Pierna, Tobillo y Pie – Buenos Aires, Argentina.
Resumo: Introdução e Objetivos: O objetivo deste estudo é comparar os resultados dos pacientes com lesões osteocondrais operados em forma com os dos operados por técnica de transplante .
Material e Método: Foram avaliados em forma retrospectiva 65 pacientes que reberam intervenção cirúrgica por causa da lesão osteocondral do astrálago entre l988 e 2004. A meédia de idade foi de 29,1 anos. Após analisar a lesão, os pacientes foram classificados e foi realizado neles um tratamento atroscópico. O score de avaliação de ambos os grupos foi o AOFAS. Resultados: Foi realizado em dezesseis pacientes o tratamento da lesão em forma e 44 pacientes receberam transplante autologo osteocondral. Todos os pacientes foram controlados durante um período de 12 a 120 meses, com uma pontuação média de 36,5 meses. Os pacientes operados em forma obtiveram uma pontuação média de 88,9 pontos. Aqueles em que foi realizado transplante obtiveram uma pontuação média de 90 pontos.
Conclusões: Nosso estudo mostra bons resultados durante um período prolongado de seguimento.

 

Cirugía de la fascitis plantar crónica con Síndrome de Túnel tarsiano distal

Cristian Ortiz M.¹, Emilio Wagner H. ¹, Andres Keller D.¹, Ariel Valle J¹
¹ Clínica Alemana de Santiago, Hospital Padre Hurtado. Santiago, Chile.
Resumo: Introdução: A maioria dos pacientes com fasciíte plantar responde bem ao tratamento médico, dos refratários, a maioria apresenta clínica de aprisionamento do primeiro ramo do nervo plantar lateral, requerindo cirurgia específica.
Objetivo: Avaliar o resultado da fasciotomia plantar completa e neurolise extensa, neste grupo de pacientes.
Pacientes e Métodos: Estudo prospectivo de pacientes com diagnósticos de fasciíte plantar e síndrome do túnel tarsiano distal, refratários no mínimo há 6 meses de tratamento médico. Operados entre 1999 e 2005. Foram analizadas características demográficas, clínicas, complicações e tempo de reintegração à atividade. Seguimento com escalas Kenneth-Johnson e A0FAS.
Resultados: 28 pacientes. Idade média 54,8 anos (32-78), 10 mulheres. Seguimento 37 meses (12-72). Evolução prévia de dor 10.38 meses (6-36). AOFAS: Pré-operatório 60.83 (32-85), pós-operatório 95.35 (90-100), satisfação completa (KJ): 23 pacientes (82,14%), resto com reservas mínimas. Um paciente a presentou uma com plicação menor. Tempo médio de alívio da sintomatologia 5.5 meses. Reintegração ao trabalho: 3 meses e esportiva: 6 meses.

 

Aloinjerto estructural congelado no irradiado en cirugías reconstructivas de retro y mediopie

Yañez Aráuz¹, Juan Manuel Del Vecchio¹, Jorge Javier Piazza¹, Diego Amadeo Amor¹, Ricardo Tito¹
¹ Hospital Universitario Austral. Buenos Aires, Argentina.
Resumo: Introdução: Existem poucos estudos que mencionem e avaliem o uso de aloenxerto estrutural nas cirurgias do tornozelo e do pé. O propósito do presente trabalho é analisar clínica, funcional e radiologicamente, a evolução dos pacientes que foram tratados mediante o uso de aloenxerto estrutural congelado não irradiado em cirurgias do retro e mediope.
Material e métodos: Foram analisadas 14 cirurgias reconstrutivas do retropé e mediope, entre abril de 2004 e outubro de 2006. O seguimento médio foi de 14 meses. Os resultados foram avaliados mediante o score AOFAS, radiografias (consolidação do aloenxerto, preservação do eixo, e presença de colapso do aloenxerto), e presença de complicações.
Resultados: Observamos a média de 48 pontos de incremento do score AOFAS do retropé (11 pacientes) e a media de 49 pontos de incrementos no score AOFAS do mediope (3 pacientes). A média de consolidação óssea foi de 75 dias. Não houve fraturas do enxerto e não se apresentaram casos de pseudartrose.
Conclusão: O aloenxerto estrutural congelado, não irradiado, é uma boa opção para o tratamento de defeitos ósseos severos, deformidades sequelares ou a necessidade de recheios cavitários, em cirurgias reconstrutivas do pé.

Revista Tobillo y Pie | Vol. 01 – No. 01