Revista Tobillo y Pie | Vol. 04 – No. 02

Artigos Científicos publicados na edição Volume 04, Número 02. Faça o download da edição completa em PDF.

 

Artrodesis tibiotalocalcánea com placa humeral bloqueada

Khazen, Gabriel1; Khazen, Cesar1; Sepúlveda, Liliana2

1 Adjunto Unidad de Pié y Tobillo del Hospital de Clínicas Caracas. Caracas, Venezuela.

2 Fellow de Unidad de Pie y Tobillo del Hospital de Clínicas Caracas. Caracas, Venezuela.

RESUMO

Introdução: diversos tipos de fixação já foram utilizados para a artrodese tibiotalocalcânea. O propósito deste estudo e analisar retrospectivamente o uso da placa bloqueada de úmero proximal (Philos, Synthes) para a fixação desta artrodese. Materiais e Métodos: entre julho de 2007 e julho de 2010 foram realizadas 14 artrodese tibiotalocalcânea em 14 pacientes com placa bloqueada de úmero proximal através de uma abordagem lateral estendida prévia ressecção da fíbula distal. Os pacientes apresentavam como diagnóstico pré-operatório: artrite reumatoide, artropatia de Charcot e osteoartrose pós-traumática. Resultados: os pacientes foram seguidos por um período de 7 meses e 3 anos (média de 19 meses). Todos os pacientes obtiveram fusão de suas artrodeses em um período de 3 a 6 meses. Conclusão: este estudo demonstra que o uso de placa umeral bloqueada para a fixação de artrodese tibiotalocalcânea é uma excelente opção pela alta incidência de fusão da artrodese e facilidade de obter o correto alinhamento do retropé por sua forma.

 

Osteosíntesis en fracturas intraarticulares de calcâneos Sander II y III

Loncharich, Emiliano1; Arroqy, Damiàn1; Nazur, Gabriel1; Olivieri, Gabriel1; Olivieri, Herminio1; Simesen de Bielke, Harold1

1 Servicio de Otqpedia y Traumatología, Hospital Britanico de Buenos Aires, Ciudad de Buenos Aires, Argentina.

RESUMO

É apresentada uma revisão retrospectiva de 1B casos de fraturas intra-articulares de calcâneo (6 Sanders tipo ll e 12 tipo lll) em 17 pacientes operados em nosso hospital, com uma média de seguimento de 3,22 anos. Em todos os casos foi empregada a via lateral de Benirschke e fixadores com placa lambda. A avaliação foi realizada mediante a observação radiográfica pré-operatória e o controle mais distanciado, aplicando-se a escala AOFAS para retropé no ano pós-operatório. 0s resultados obtidos foram bons e regulares em 94,3% dos casos, independente de uma reconstituição dos ângulos de Bohler e Gissane em 83,3% e 77,7% dos pacientes respectivamente. Complicações inerentes ao procedimento cirúrgico foram observadas em 22,2% dos pacientes.

 

Abordaje comisural mini-invasivo del neuroma de Morton Evolución a largo plazo

Yáfiez Arauz, Juan M. 1

1 Hospital Universitário Austral. Buenos Aires Argentina.

RESUMO

lntrodução:0 neuroma interdigital é uma causa frequente de metatarsalgias, principalmente nas mulheres. Caso haja fracasso com o tratamento conservador, a cirurgia com a ressecção do mesmo deverá ser o tratamento clássico realizado. O objetivo do presente estudo, é expor a técnica e os resultados obtidos mediante a cirurgia do neuroma interdigital por abordagem comissural, sua evolução a longo prazo, e suas complicações e sequelas. Material e métodos: Foram analisados retrospectivamente 105 neuromas operados por via comissural, 98 mulheres e 7 homens. 81 neuromas foram únicos, em 4 casos foram observados dois neuromas em espaços diferentes de um mesmo pé, e em 8 pacientes, observou-se bilateralidade do neuroma. A média de idade foi de 54 anos (31-72). Todos os casos começaram com tratamento conservador. A cirurgia foi definida logo após o fracasso, depois de no mínimo 3 meses de tratamento conservador. Em todos os casos foi realizada a abordagem comissural minimamente invasiva. A média de seguimento foi de 76 meses (36 a 168). Resultados: 93 casos apresentaram resolução de sua clínica e retomaram suas atividades dentro dos dois meses do pós-operatório. 9 casos apresentaram melhoria transitória. 3 casos apresentaram resultado pobre. Em relação ao pós-operatório, os pacientes não mencionaram dores depois de uma semana de operados, e em todos os casos houve satisfação por causa da cosmese cicatricial. 2 pacientes apresentaram deiscência da ferida operatória. Não houve cicatrizes hipertróficas. 3 casos apresentaram moléstias no ângulo cicatricial. Não houve complicações tendinosas, vasculares-nervosas, nem dificuldade com o calçado. Conclusões: A abordagem comissural permite uma cicatriz cosmética, sem retração e indolor. Não prejudica os planos aponeuróticos nem os ligamentares. Permite a ampliação da abordagem se for necessário. É possível realizar com anestesia local, sem torniquete hemostático e sem deixar drenagem. Requer maior tração do neuroma para a sua ressecção completa. Apresenta resultados clínicos satisfatórios.

 

Abordaje artroscópico posterior en lesiones osteocondrales del astrágalo

Batista, Jorge1; Maestu, Rodrigo1; Logioco, Lucas1; Roncolato, Diego1; Ortega Gallo, Pablo1

1 Consultorios de artroscopía Dr. Jorge Batista (C.A.J.B). Buenos Aires, Arqentina.

RESUMO

Objetivo: Avaliar a instabilidade lateral residual do tornozelo após a ressecção artroscópica do 0s trigonum. Material e método: 29 tornozelos com diagnóstico de 0s Trigonum. Média de idade: 27 anos (R=17-36). 21 homens, 8 mulheres. A média de seguimento foi de 35 meses. (R=14-62). Foi utilizado no pós-operatório o score AOFAS e SF 36. Foram efetuadas radiografias com stress (gaveta anterior e bocejo externo) antes de depois do tratamento de ambos os tornozelos. Resultados: O score AOFAS teve média de 95 (R=90-100) enquanto o SF 36 apresentou um resultado excelente em todos os casos, exceto 1 em que o paciente continuou sentindo dores, não manifestando instabilidade subjetiva nem objetiva. As radiografias com stress evidenciaram uma gaveta anterior com média de 2,6mm (R=0,6-3mm) e um bocejo externo com média de 12 graus (R=4-17) não havendo diferenças significativas (P>0.05) a respeito do Rx pré-tratamento do tornozelo lesionado e do tornozelo contralateral. Conclusão: Nenhum dos pacientes que realizaram cirurgia por via artroscópica posterior apresentou instabilidade subjetiva, nem objetiva no pós-operatório. As radiografias com stress não mostraram diferenças significativas a respeito dos Rx pré-tratamento e dos Rx contralaterais. Todos os pacientes retomaram suas práticas esportivas de antes da lesão.

 

Comparação entre os métodos manual e computadorizado na goniometria radiográfica do hálux valgo

Nery, Caio1; Damião Prata, Sérgio2; Dutra, Marcelo3; Kobata Silvia3

1 Professor Associado Livre Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina – Chefe da Disciplina de Ortopedia – lntegrante do Setor de Medicina e Cirurgia do Pé.

2 lntegrante do Setor de Medicina e Cirurgia do Pé da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina.

3 Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé pela UNIFESP – Escola Paulista de Medicina. São Paulo, Brasil.

RESUMO

Com o intuito de comparar o método de goniometria radiográfica clássico com um novo método digital, as radiografias dorso-plantares dos pés de 25 pacientes portadores de Hálux Valgo (50 pés) foram mensuradas por três especialistas em Tornozelo e Pé em duas ocasiões diferentes para cada método: (1) no método clássico usando um marcador e goniômetro sobre as radiografias convencionais e (2) no método digital, utilizando um computador pessoal com um programa de análise geométrica – M2000 – sobre as radiografias digitalizadas. Os parâmetros angulares e lineares utilizados neste estudo foram: ângulo de valgismo do hálux, ângulo intermetatársico 1 -2, ângulo de valgismo interfalângico, ângulo articular distal do primeiro metatársico e os comprimentos dos primeiro e segundo metatársicos. Os dados foram submetidos a análise estatística de forma a estabelecer a confiabilidade intra e entre os observadores assim como a confiabilidade dos métodos. Com os resultados obtidos nesta análise, concluímos pela validação do método computadorizado para a avaliação radiológica de pacientes portadores de hálux valgo.

 

Tumor de células gigantes de la vaina tendinosa flexora del pie

Estrada Valenzuela1, Francisco Roberto1, Estuardo López, Héctor1; Martinez Manuel Estuardo1; Galan Rios1, Manuel Alfonso1

1 Hospital General San Juan de Dios. Guatemala, Guatemala.

RESUMO

Este tipo de tumor é considerado como uma neoplasia ou um tumor de células gigantes, entre os sinônimos que podemos considerar está: xantofibroma, sinovialoma benigno, sinovialoma peludo ou simplesmente sinovioma benigno giganto celular (Stewart 1948; Wright 1951). Para Schajowicz o termo granuloma histiocitário xantomatoso é o mais adequado, porque concorda com o conceito (Jaffe 1958) de um processo hiperplásico de origem reativa e inflamatória. (1,2,6,7) As descobertas de células gigantes multinucleadas, histiócitos e hemossiderina, explica os termos de xantoma e fibroxantoma.  (Schajowicz).(3) A sinovite nodular localizada tem preferência pelas localizações extra-articulares e as bainhas tendinosas, particularmente, dos dedos da mão. No entanto, pode afetar o joelho, o tornozelo e não encontramos descrições que o posicionem nas bainhas tendinosas da cara plantar do pé. Neste trabalho, é apresentado um caso de tumor de células gigantes da bainha tendinosa flexora do pé com o tratamento de ressecção total do tumor, com a capacidade de solucionar o problema da dor e da dificuldade do paciente para caminhar. (4, 13,14)

 

Impingement anteromedial de tobillo. Resultados de la resección artroscópica

Maggi, Pablo1; Yearson, Diego1; Eslava, Santiago1; Joannas; Germán1

1 Instituto Dupuy. Buenos Aires, Argentina.

RESUMO

Introdução: A ressecção artroscópica é um método cirúrgico válido para o debridamento de osteófitos ou artrofibroses da articulação do tornozelo. Objetivo: Reportar os resultados dos pacientes que tiveram ressecados de maneira artroscópica os osteófitos anteromediais de tornozelo. Material e método: Entre janeiro de 2009 e Julho de 2010 foram operados 19 pacientes com impingement anteromedial de tornozelo. Todos os pacientes foram avaliados no pré-operatório com a escala AOFS para tornozelo e retropé. A média de idade dos pacientes foi de 32.5 anos. A média de seguimento foi de 14 meses. Resultados: Todos os pacientes mencionaram que ficaram satisfeitos com o procedimento. A pontuação AOFAS melhorou da média de 73 pontos no pré-operatório para a média de 95 (p<.001) pontos no pós-operatório. Todos os pacientes voltaram, com alívio da sintomatologia, para as suas práticas esportivas habituais. Conclusão: a ressecção artroscópica de osteófitos anteromediais de tornozelo é um método eficaz e reproduzível. Permite que os pacientes tenham uma rápida recuperação e voltem a praticar esportes. Série de casos. Nível de evidência IV.

Revista Tobillo y Pie | Vol. 04 – No. 02