Trabalhos premiados durante o 8º Congresso FLAMeCiPP

Trabalhos premiados durante o 8º Congresso FLAMeCiPP – Porto de Galinhas 2018
Trabajos premiados durante el 8º Congreso FLAMeCiPP – Porto de Galinhas 2018

O prêmio de Melhor Apresentação Oral foi para os Drs César de César Netto, Guilherme Honda Saito, Carolyn Sofka, Harry Greditzer, Andrew Roney, Daniel Sturnick, Lauren Roberts, Jonathan Deland, Scott Ellis com o trabalho: “Weightbearing CT and MRI findings of Stage II Flatfoot Deformity: Can We Predict Patients at High- Risk for Foot Collapse?

El premio de mejor Presentación Oral fue para los Drs César de César Netto, Guilherme Honda Saito, Carolyn Sofka, Harry Greditzer, Andrew Roney, Daniel Sturnick, Lauren Roberts, Jonathan Deland, Scott Ellis con su tema: “Weightbearing CT and MRI findings of Stage II Flatfoot Deformity: Can We Predict Patients at High- Risk for Foot Collapse?”

Weightbearing CT and MRI findings of Stage II Flatfoot Deformity: Can We Predict Patients at High- Risk for Foot Collapse?

Cesar de Cesar Netto1; Guilherme Honda Saito1; Carolyn Sofka1, Harry Greditzer1, Andrew Roney1, Daniel Sturnick1, Lauren Roberts1, Jonathan Deland1; Scott Ellis1
1Hospital for Special Surgery, NY, US

Introduction: Adult acquired flatfoot deformity (AAFD) is characterized by concurrent bony deformities, tendinous and ligamentous insufficiencies. Weightbearing CT (WBCT) is a relatively new imaging technique that allows excellent evaluation of the relative three-dimensional positioning of the tarsal bones in dynamic deformities such as AAFD. MRI, on the other hand, provides an accurate evaluation of soft tissue integrity in the unloaded foot. The objective of this study was to evaluate the correlation between bone deformity and soft tissue insufficiency in patients with stage II AAFD, using WBCT and MR images. We hypothesized that a significant correlation would be found between WBCT measurements of increased longitudinal arch collapse, hindfoot valgus, peritalar subluxation and forefoot abduction, with MRI findings demonstrating degree of involvement of ligaments and posterior tibial tendon (PTT).

Methods: This retrospective comparative study included 55 patients (56 feet) with stage II AAFD, 20 men and 35 women, mean age of 52.5 (range, 20 to 78) years. Multiple WBCT and MRI variables related to the severity of the deformity were evaluated by four blinded and independent readers (two radiologists and two foot and ankle surgeons), including: arch collapse (navicular-floor distance and forefoot arch angle), hindfoot alignment angle (HAA), forefoot abduction (talonavicular uncoverage angle), subtalar joint subluxation, sinus tarsi and subfibular impingement, and soft tissue insufficiency (posterior tibial tendon, spring and talocalcaneal ligaments). Tendinous and ligamentous involvement on MRI were graded from zero (normal) to four (complete tear). Intra- and interobserver reliabilities were assessed by Pearson/Spearman’s and intraclass correlation coefficient, respectively. A multiple regression analysis was used to evaluate the relationship between bone alignment (WBCT variables) and soft tissue injury (MRI variables). P-values of less than 0.05 were considered significant.

Results: We found overall good to excellent intra (range, 0.83-0.99) and interobserver reliability (range, 0.71-0.97) for WBCT measurements and MRI readings. Spring ligament superomedial component involvement was the only finding to correlate with medial column collapse and decreased navicular-floor distance (p=0.03). Superomedial spring ligament and PTT degeneration were also significantly correlated with increased HAA (p<0.01). Involvement of the talocalcaneal interosseous ligament significantly correlated with increased forefoot abduction as measured by the talonavicular uncoverage angle. Spring ligament degeneration, of both superomedial and inferior components, and talocalcaneal interosseous ligaments significantly correlated to subtalar joint subluxation (p<0.001). Involvement of the talocalcaneal interosseous ligament was the only one to significantly correlate to the presence of subfibular impingement (p=0.02). Degeneration of the PTT was significantly associated with sinus tarsi impingement (p=0.04).

Conclusion: This study is the first to evaluate correlation between bone, tendinous and ligamentous involvement in AAFD patients, using WBCT and MR images. Our results demonstrated that progressive bone deformity in WBCT is significantly correlated to MRI involvement of the PTT and other important restraints such as the spring and talocalcaneal ligaments. The implications are that WBCT can predict ligamentous injuries and that MRI can predict dynamic bone deformity in AAFD patients. Furthermore, the correlation of bone and soft tissue involvement could impact surgical planning of flatfoot patients, decreasing thresholds for additional soft tissue procedures such as a spring ligament reconstruction.

O prêmio de Melhor Apresentação E- Poster foi para os Drs Nacime Salomão Barbachan Mansur, Pedro Debieux e André Wajnstenz com o tema: “Epidemiologia das lesões por entorse do tornozelo diagnosticada em pronto atendimento de ortopedia”.

El premio de mejor Presentación E-Poster fue para los Drs Nacime Salomão Barbachan Mansur, Pedro Debieux e André Wajnstenz con su tema: “Epidemiologia das lesões por entorse do tornozelo diagnosticada em pronto atendimento de ortopedia”.

Epidemiologia das lesões por entorse do tornozelo diagnosticada em pronto atendimento de ortopedia

Introdução: Os entorses do tornozelo são uma das afecções mais prevalentes em um serviço de pronto-atendimento, acometendo desde a população pediátrica até pacientes de idade mais avançada. Com um impacto financeiro anual de mais de U$6.2 bilhões na economia mundial, hoje é considerado um problema de saúde pública. A tentativa de diminuir custos e as complicações associadas à essa condição, tem levado pesquisadores a desenvolver protocolos de avaliação clínica e exames subsidiários visando maior acurácia para o diagnóstico e desfecho final. Nosso estudo busca desenhar o cenário atual causado por um entorse, além de alertar clínicos para possíveis diagnósticos diferenciais e lesões associadas à esse importante trauma.

Hipótese: Lesões do mediopé e lesões não habituais do tornozelo apresentam importante prevalência nos entorses. Existe relação entre injúrias de alguns complexos ligamentares.

Desenho: Estudo de série de casos retrospectivo.

Material e Método: Cento e oitenta pacientes (180) consecutivos, com história de entorse do tornozelo, atendidos em um serviço de atenção primário no período de 12 meses, foram incluídos no estudo. Os achados dos exames de ressonância magnética foram catalogados, descritos e as inter-relações foram estabelecidas. Resultados: 92,2% dos pacientes apresentavam algum tipo de lesão. Dentre as lesões observadas, incluem-se 379 lesões ligamentares, 9 lesões osteocondrais, 19 lesões tendíneas e 51 fraturas de pé e tornozelo (incluindo aqui as fraturas por avulsão). Encontramos 21,7% dos pacientes com algum tipo de fratura. Apenas 14 ressonâncias magnéticas (7,8%) não mostraram qualquer tipo de lesão. Observamos relação positiva entre lesões do complexo lateral, sindesmose e medial. No entanto, houve correlação negativa entre lesões ligamentares do tornozelo e àquelas do mediopé.Discussão: A prevalência elevada de traumas torcionais do tornozelo apresenta impacto nos custos econômicos da área da saúde e também na qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico preciso das lesões através da combinação do exame físico, radiografias e demais exames subsidiários tem sido defendida por diversos autores como ferramenta imprescindível para a melhor decisão terapêutica. Informações específicas sobre essas condições podem guiar tratamentos mais direcionados, melhorar o prognóstico sobre cada uma delas e promover políticas de prevenção mais adequadas. Nosso estudo demonstrou alta taxa de lesão anatômica secundária à um entorse, assim como a relação entre as lesões do complexo lateral, sindesmose e deltóide nesses tipos de trauma.

 

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